Boas Vindas

Caros e Caras Colegas:

Que bom receber a visita de vocês!!!
Aqui, neste espaço, pretendo relatar minhas experiências em sala de aula, bem como colocar informações úteis e interessantes, sempre que me for possível, acerca da nossa nobre profissão: Professor!
Espero que possam encontrar algo que seja do interesse de vocês e que possamos, juntos, trilhar este caminho de eterna aprendizagem!
Sintam-se à vontade para comentar minhas postagens!!!

Grata pela visita!!!

domingo, 29 de abril de 2012

Mudando de Rede de Ensino...

Caras e Caros colegas!

      Como o tempo passa...
      Aqui estou, a contar um pouco da maratona dos últimos quatro meses, nos quais deu-se minha mudança de rede de ensino.
     Sempre quis trabalhar com um público adulto, pois acredito que não conseguiria lecionar para crianças com o amor que o ato exige, de modo que saí da faculdade destinada a ingressar na Rede Estadual de Ensino para colocar em prática minhas intenções.
      Nesse período entre a formatura e o concurso que me permitiria ser uma professora da rede estadual,  apareceu o concurso da Prefeitura Municipal de Conceição do Coité. Prestei concurso e virei professora da Rede deste município, tendo trabalhado com EJA. A experiência, muito gratificante, reforçou meus desejos. Entretanto, esta modalidade de ensino é muito instável, sofrendo grandes "baixas" por causa da evasão escolar - essa nossa velha conhecida, difícil de ser combatida.
      Por dois anos, lutei, tentando sobreviver aos problemas aos quais estão sujeitos todos os docentes de EJA, tendo a oportunidade de prestar concurso para o Estado da Bahia em janeiro de 2011. A partir de então, um dilema: conseguiria conciliar as duas funções?
     Em dezembro de 2011, eis que sai a esperada convocação. Entregue os documentos, restou-me esperar ansiosamente a momeação, publicada quatro meses depois. Paralelo a esta situação tensa, recebo a informação de que não mais poderia atuar com EJA no município, por falta de turmas. Teria como opção, caso quisesse continuar sendo professora da rede municipal, uma sala de aula com crianças do Ensino Fundamental I.
      Esta situação forçou-me a uma decisão: deveria fazer uma escolha pelo que mais me interessasse. Como a função na Rede Estadual sempre foi mais desejada, fiz a opção. Estou esperando a greve acabar para conhecer meus novos alunos. Trabalharei com três turmas de 6º ano e uma de 9º ano
      Na esperança por conseguir maior realização profissional, espero que esta escolha seja a materialização dos meus ideais: trabalhar em local com infra-estrutura favorável, faixa etária dos alunos com a qual tenho real afinidade, e maior liberdade de expressão para produzir cada vez mais a benefício dos seres com os quais irei conviver.
      Que o Pai Celeste nos abençoe os propósitos!!!

domingo, 29 de janeiro de 2012

E MAIS UM ANO COMEÇA...

     Caros e Caras Colegas!
     Eis que novo ano começa... Um pouco de férias para colocar as idéias em ordem e ... Lá vamos nós!
     Como sempre, as expectativas se renovam. Desejamos trabalhar em uma escola boa, na qual possamos nos relacionar bem com colegas e termos alunos mais atentos, contando com a infra-estrutura adequada para darmos boas aulas.
     Desta vez, uma novidade: ter passado no concurso do Estado da Bahia e ter sido convocada para trabalhar para esta instituição no final do ano passado (06 de dezembro, mais precisamente). O que nos espera este ano? Conseguirei conciliar 20 horas/semana no município com 20 horas/semana atuando pelo Estado? Receberei direito ao enquadramento no novo emprego e terei de desistir do antigo (60 horas/semana como professora é insano!!!)? Tudo é uma incógnita, neste momento. O início do ano está se mostrando uma grande interrogação, que será respondida em breve.
     Esperando respostas e preparando as energias para este novo ano de trabalho, aguardando (quem sabe!) a chance de voltar a estudar (uma pós-graduação...), renovamos nossas expectativas para este etapa de 366 dias que está se iniciando...
     Resta-nos pedir ao Pai Celeste nos fortaleça e nos ampare em nossas novas tarefas!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pré-Balanço do Ano

     Caros e Caras Colegas:

     Fiquei ausente e, na correria, nem notei que deixara de relatar as experiências vivenciadas. Agora, tento recuparar os dias e meses improdutivos, como se isso fosse possível...
     Há pouco tempo atrás, o ano se iniciava, e eu estava sentindo a tensão de ser transferida de escola, o novo ambiente, os novos colegas, os novos alunos... Como o tempo passa! E agora, fica a lembrança das coisas boas e ruins acontecidas.
     Do ponto de vista de estudos, este ano foi nulo! Não participei de um curso de aperfeiçoamente sequer. Diferente do ano passado, em que me debatia em opões, neste ano não houve oportunidade de crescimento neste setor.
     Um ponto positivo foi ter passado no concurso do Estado da Bahia e estar aguardando a convocação. Mas isso teve um preço, como tudo na vida: fiquei sem tentar uma vaga para fazer pós-graduação. Paciência! Depois vamos ter tempo de sobra para isso.
     Neste ano, a sala de aula ofereceu muitos desafios, algumas decepções e mais aprendizado: Alunos tocando fogo em lixo para simular incêndio, alunos cansados, alunos desinteressados, alunos desistentes, alunos inconscientes dos seus direitos e deveres. E alunos tentando superar seus limites por acreditar que a escola é passaporte para um futuro melhor!
     O exemplo maior de superação é Ângela: casada com um marido que trabalha fora do município onde mora, porteira da escola durante o dia e aluna durante a noite, precisa levar seus filhos para a aula, visto não ter quem cuide deles enquanto ela estuda. Entrou na turma no final da Unidade I, mas nenhum desses empecilhos fez com que ela desistisse, desanimasse, relaxasse com suas tarefas e seu desejo de aprendizagem!
     Se eu pudesse oferecer um prêmio ao aluno modelo da escola onde trabalho, elegeria Ângela! Ela é exemplo para todos os alunos das duas turmas que fazem parte da extensão da escola municipal onde trabalho. Ela me faz lembrar do meu tempo de aluna: encontro nela a mesma energia e o mesmo desejo de obter conhecimento que eu tinha e que me levou a chegar ao nível que cheguei (este nível não é tão alto quanto o da maioria dos meus colegas, mas é o que, talvez, minha família não esperava que eu atingisse).
     Graças a Deus, sempre há, em nossa sala de aula, um aluno ou aluna que compensa todo o esforço que fazemos e são eles os representantes dos 5% da historinha. A "semente que caiu em terra adubada" da Parábola do Semeador! Que eles sejam nossos multiplicadores: da paz, da justiça, da solidariedade humana, que busca resgatar o outro de tudo aquilo que o impede de crescer - e dentre estes fatores paralisantes do nosso crescimento, está a ignorância.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alunos Gostam de Conversar...

Caras e Caros Leitores:

          Continuamos com o relato de nossas experiências em sala de aula...
          Esta é uma semana de provas. Não que eu seja adepta da prova como única forma válida para avaliar o que os alunos aprendem no processo educacional (adotei, como forma de os alunos conseguirem a metade da nota da média, o processo de avaliação processual, pois posso controlar a frequência, bem como a participação deles nas minhas aulas), mas o Sistema tem lá suas regras e temos de obedecê-las "para o bem do povo e felicidade geral da Nação"... Um dia virá em que não teremos de utilizar forma tão torturante de aferição do aprendizado para conscientizar nossos alunos sobre a importância de valorizarem o conhecimento que precisam adquirir para exercerem suas funções com eficiência, na nossa Sociedade.
          Ontem, estava aplicando a prova da sala do EJA - na turma da 7ª e 8ª série (ou seria 8° e 9° ano???), quando chegou uma aluna da sala da 5ª e 6ª série que havia faltado anteontem (momento em que eu havia aplicado a prova nesta sala), solicitando a prova de Língua Portuguesa. Pedi que entrasse para se juntar aos outros, pois queria acompanhar a sua desenvoltura em responder àquele teste. Dois colegas de sala de aula e vizinhos dela pediram para ficar também, apenas para esperar que ela terminasse sua tarefa e, deste modo, pudessem voltar juntos para casa, como medida de segurança para eles. Permiti que entrassem, pois a maioria dos alunos da sala onde eu estava trabalhando já havia entregado a avaliação, restando apenas dois deles no ambiente.
          Quando ela terminou, entregou-me seu material e saiu com os outros colegas mas, antes que se afastassem da porta, sua colega olhou para mim e disse "Professora, você não conversou mais com a gente!" Queixei-me da ausência deles na última aula que tivemos antes da prova, ocorrida na sexta-feira. Concordaram e eu expliquei que havia conversado com os alunos que lá estavam. Prometeram não faltar tanto às aulas e se foram.
          Fiquei refletindo: nas sextas-feiras eu costumo, por recomendação do diretor da escola, no início do ano letivo, promover um momento mais relaxante para os alunos. Gosto de conversar com eles, entretanto neste dia as aulas são especiais: entrego alguma tarefa para fazerem em casa, no final de semana, e estabeleço, com a conivência deles, a escolha de algum assunto para debate. Conversamos muito, eu exploro outras disciplinas, prestando esclarecimentos sobre pontos obscuros para eles. Também discutimos sobre os problemas que ocorrem dentro e fora da escola e o que devemos fazer para solucioná-los. Acho que é indispensável estes momentos com eles porque é nestas ocasiões que podemos compreender melhor o outro e auxiliá-lo não só em relação à matéria que estamos trabalhando, mas também em relação ao posicionamento ético que devemos ter perante a vida.
     Pelo que pude entender da cobrança da minha aluna, estes momento são mais agradáveis do que eu pensei. O que me estimula a aproveitar ainda mais todas as oportunidades que tivermos para continuar com este compromisso que assumi perante eles. Compreender o outro, discutir sobre assuntos que nos incomodam e nos causam dúvidas, ouvir novas opiniões e novos pontos de vista é sempre benéfico para que possamos renovar nossa mente e aumentar nossa capacidade de entender o mundo em que vivemos. Meus alunos estão aprendendo isso, e eu também!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ensinando o Conceito de Cidadania...

Caros e Caras Colegas:


Voltamos a relatar um pouco dos desafios enfrentados em sala de aula...
Desta vez, convém comentar sobre um conceito valioso para as bases educacionais: a Cidadania!
Lembro-me de ter lido em algum material didático que nos foi passado no Curso de Letras, quando estudava a disciplina de Didática, sobre a importância da convivência no ambiente escolar. Naquele texto, chamava-se a atenção para o fato de que, para as crianças, a primeira experiência mais intensa para se compreender como um cidadão deve agir na Sociedade acontece na escola, pois o fato de a criança sair do ambiente familiar para entrar no ambiente escolar faz com que ela tenha de se adaptar a novas regras, muitas vezes não conhecidas nem vivenciadas no lar. E estas novas regras que aprendemos na escola nos faz compreender melhor a necessidade de respeitarmos o direito alheio!
Pois bem! Na escola onde trabalho, tenho enfrentado um tipo de situação constrangedora que exige muito de tato para administrá-la: quando chego para ministrar aulas, a sala está imunda! Não porque a escola não tenha serventes e zeladores. Tem-nos, até demais! O problema é a falta de consciência de alguns profissionais que se recusam a cumprir o seu dever. Como a atitude de denunciar o comportamento inadequado de colegas de trabalho não é bem vista e até pode trazer consequências desagradáveis, optei por resolver o problema de forma discreta.
Para os meus rebeldes alunos adolescentes, encontrei a ferramenta ideal para ensiná-los lições de respeito ao patrimônio público. Ao chegar na sala de aula no primeiro horário (e geralmente chego antes dos alunos), pego uma vassoura e começo a varrer a sala. No início, tal atitude causou estranheza nos meus discentes. Expliquei a eles a importância de cuidarmos do local no qual trabalhamos e estudamos, como questão relevante para mantermos nossa saúde! Posteriormente, os alunos começaram a me ajudar na tarefa e esta atitude deles rendeu uma cena belíssima!!!
Mais uma vez, cheguei nesta última terça-feira e encontrei o piso da sala de aula muito sujo. Peguei a vassoura e comecei a varrer. Uma colega de trabalho (professora), ao ver a cena, disse que eu estava fazendo papel de boba, já que havia quem deveria fazer este trabalho na escola e não o estava realizando por comodismo. Expliquei a ela que me recusava terminantemente a trabalhar em ambiente tão nocivo à nossa saúde. Ela continuou condenando minha atitude, até que uma aluna pegou a vassoura de minhas mãos para que eu começasse a arrumar as carteiras e deu seguimento à tarefa de varrer a sala. Virei para minha colega de trabalho e disse, diante de sua visível censura: "Isso que minha aluna está aprendendo é uma Lição de Cidadania! Está aprendendo a zelar pelo patrimônio público, que é de todos nós."
Mesmo discordando, minha colega saiu e me deixou continuar a realização do meu trabalho. Depois, fui para casa no final da noite, refletindo sobre aquela cena... Nestes tempos em que os alunos andam tão agressivos e os professores precisam, mais do que nunca, ensinar lições de Amor, Respeito, Solidariedade, Tolerância, Ecologia, Economia, Bons Exemplos na maneira de agir e tantas outras atitudes imprescindíveis para que vivamos em harmonia na Sociedade que nos acolhe, consegui transformar uma situação desagradável a meu favor: pude revertê-la para a boa educação de meus alunos. E isso me deixou feliz. Mais do que isso, deixou-me com a sensação de dever cumprido!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O tempo não pára... Apenas altera nossas vidas!

Queridos Amigos e Amigas:

Aqui estou, novamente, a relatar o que temos feito...
O ano iniciou com muitas mudanças... Após o fracasso da pós-graduação (ainda não está no tempo...) e a tensão gerada pela participação no Concurso para Professor do Estado da Bahia, eis que a vida profissional começa a ganhar contornos mais firmes.
Já disse neste espaço que a simples idéia de lecionar para crianças é algo que me provoca pânico. E esta é uma possibilidade no meu caminho, pois sou professora de escola municipal. Bem, parece que o Pai Celeste entende minha situação e resolveu me dar uma ajuda.
Por causa da alta taxa de evasão escolar, a turma para a qual lecionava no ano passado não foi reaberta. Diante disso, fui remanejada para outra escola e agora ministro aulas de língua portuguesa no Ensino Fundamental II. Mas ainda assim para trabalhar com EJA: o legal disso é que tenho uma dívida de gratidão com esta modalidade de ensino, pois fui aluna de turmas noturnas desde os treze anos de idade e cursei a faculdade de Letras no turno noturno. Portanto, há toda uma ligação com  a clientela para a qual estou trabalhando.
O desafio fica por conta da especificidade das turmas: em uma delas há apenas adolescentes, na faixa etária entre 14 e 19 anos. Inicialmente tive medo de assumir uma turma assim, por achar que eram muito ativos e, talvez, rebeldes. Entretanto, tenho sido surpreendida com a atenção e obediência da maioria deles. A outra turma, composta por pessoas em sua maioria maiores de 18 anos, infelizmente tem dado mais trabalho aos professores (não só a mim). A última a "aprontarem" foi tocar fogo no lixo que estava do lado de fora do muro da escola, apenas para dar a impressão de incêndio no estabelecimento de ensino e poderem, com a situação criada, escaparem da aula. Restou-nos, a nós professores, explicar, no dia seguinte, que as maiores vítimas deste tipo de atitude são eles mesmos.
Ah! Ia esquecendo da outra parte do desafio: também ministro aulas de língua inglesa (para os adultos que tocaram fogo no lixo rsrsrs).
Vamos ver como sobreviverei neste ano, com novas responsabilidades e novas formas de ver a sala de aula! De uma coisa tenho certeza: será um ano de muito aprendizado, não sei se tanto para os meus alunos, que adoram "filar aula"; mas será para mim, presenteada com esta nova oportunidade de lecionar para adultos. Vamos ver quem aprenderá mais!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E o ano começou...

Queridas e Queridos Leitores!
Eis que o ano de 2011 começou!!! Para mim, umas férias mal descansadas, em virtude da tensão que o concurso para o cargo de professor do Estado da Bahia gerou. Quem consegue descansar aguardando resultados, comparando pontuação do gabarito com seus concorrentes, esperando o resultado de recursos? Recebi a primeira "baixa" do ano nas minhas expectativas: meu projeto de pesquisa para a seleção de pós-graduação em Educação à Distância, oferecida pela Universidade do Estado da Bahia, não foi aceito. Agora, é esperar para ver se o Campus XIV da UNEB oferece alguma pós-graduação presencial para concorrer, ou esperar o mês de setembro, para inscrever um projeto de pesquisa com outro tema, mais adequado aos requisitos exigidos pela UNEB. No mais, todas as expectativas estão no ar... Vamos esperar para ver o que este novo ano nos traz e fazer o "balanço" no final!!!